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OS DESAFIOS DA CLÍNICA HÁ 50 ANOS E HOJE - Neste capítulo, Gley P. Costa enfatiza as diferenças nos desafios da clínica há 50 anos e no período atual, marcado pelo predomínio de problemáticas narcísicas, depressões e fenômenos limítrofes, que se mesclam ou se associam às patologias neuróticas da psicanálise tradicional.
  REVISITANDO FREUD E SEXUALIDADE MASCULINA Gley P. Costa   Foi com Freud que a sexualidade se afastou do mero viés da união das células genesíacas como fim e se converteu, aliada aos conceitos de pulsão e de objeto, em uma manifestação da vida anímica dos sujeitos que está presente em todas as instâncias do desenvolvimento. Já não se trata somente de uma dimensão bio-filogenética que aponta a conservação da espécie como instinto natural. Freud desconstruiu qualquer relação de conaturalidade entre o sexo, a pulsão e a escolha de objeto, sendo o objeto da pulsão bastante variável e não existindo nenhum tipo de solda entre ele e a libido. Por isso, podemos dizer que Freud foi o primeiro a propor uma necessária desvinculação entre sexo, gênero e eleição do objeto de satisfação sexual.    
  UMA REFLEXÃO SOBRE O MASCULINO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO Gley P. Costa Da mesma forma que não podemos subestimar a importância das identificações, do conflito e dos sintomas nas manifestações da sexualidade dos indivíduos, para além das homo e heterossexualidades, tanto quanto das vicissitudes do difícil processo de separação-individuação, também precisamos relevar os avanços da epigenética que, nos últimos anos, tem ampliado o conhecimento sobre o  campo das relações humanas.  De acordo com esses avanços, em que se destaca o fenômeno da metilação, com a formação de epimarcas ancoradas junto aos genes responsáveis pela sensibilidade à testosterona – capazes de masculinizar o cérebro de meninas ou afeminar o de meninos – a antiga visão do sexo como um binário condicionado pelos cromossomas XX ou XY, passa a ser questionada.
TÍTULO: EROS: O MITO E A METÁFORA TEXTO: Sem dúvida, Platão não mereceu de Freud o reconhecimento conferido a Schopenhauer e Nietzsche, os filósofos que valorizaram a vontade.  A rigor, foi pequena a influência dos filósofos gregos em suas reflexões sobre a condição humana. De maneira geral, Freud buscou neles um certo aval para temas específicos de sua investigação clínica, sem a preocupação de uma correlação exata.  Na  verdade, Freud procurava deixar claro que a psicanálise não tinha suas raízes na especulação filosófica, mas em uma base científica, corroborada pela experiência clínica.   Contudo, ao longo dos 24 volumes da edição inglesa de suas obras completas, totalizando quase 8 mil páginas, encontramos 12 referências a Platão, sendo duas de A República, em seu estudo sobre os sonhos, de 1900, e as demais de O Banquete, livro no qual destaca o discurso de Aristófanes, visando embasar sua original teoria pulsional.
TÍTULO: A GRADIVA DE FREUD “O PODER CURATIVO DO AMOR” TEXTO: Estudo sobre o artigo de Freud, publicado em 1907 com o título Delírios e sonhos na Gradiva de Jansen, baseado no livro Gradiva: uma fantasia pompeiana (W. Jansen, 1903). A história trata de um jovem professor de arqueologia (Norbert Hanold) e sua paixão de infância revivida numa visita à Pompeia, onde em seu delírio imaginou encontrar as marcas de seus pés nas cinzas petrificadas.
TÍTULO: CONSIDERAÇÕES PSICANALÍTICAS SOBRE A INTERSUBJETIVIDADE NO CONTEXTO DA FAMÍLIA CASAL TEXTO: O artigo constitui um estudo sobre os fundamentos freudianos sobre as diversas configurações funcionais e defensivas dos vínculos familiares e conjugais em consonância com a hipótese de que as relações nesses dois contextos têm como meta principal processar as demandas pulsionais e, secundariamente, obedecer as exigências da realidade e do supereu (Freud, 1905/2017, 1923/2019). São referidos os aportes ao tema de autores contemporâneos, com particular destaque às contribuições de David Maldavsky, entre as quais o estabelecimento, com base na teoria psicanalítica, das 10 leis que regem os vínculos entre os indivíduos de um grupo familiar, conjugal ou de outra natureza. Por fim, com base na experiência clínica, são estudadas as patologia familiares e conjugais decorrentes de situações em que ficam abolidos os limites que diferenciam os indivíduos, configurando uma transubjetividade, correspondendo a um funcionamento narcisista fundamental gerador de relacionamentos fusionais e adesivos.
TÍTULO: OUVIR O SILÊNCIO TEXTO: A psicanálise freudiana foi criada e desenvolvida com base em um paciente cujos sentimentos podem ser escutados. No entanto, seria possível tratar um paciente cujos sentimentos não podem ser escutados, como muitos que na atualidade buscam tratamento analítico, constituindo a clínica das manifestações psicossomáticas?  Neste trabalho, integro e comento as respostas de quatro destacados psicanalistas de diferentes épocas e escolas da psicanálise pós-freudiana, cujas contribuições para a psicossomática os situam no mais elevado patamar da literatura psicanalítica.  São eles: Karen Horney, Joyce McDougall,  David Maldavsky e Diana Tabacof.
TÍTULO: A PSICANÁLISE ANTES, DURANTE E DEPOIS DA PANDEMIA TEXTO: Desde a sua institucionalização com a fundação da IPA, em 19010, a psicanálise enfrentou vários desafios historicamente marcantes, com proeminência para as duas grandes guerras mundiais, o nazismo e as ditaduras latino-americanas. Em todos esses momentos, os psicanalistas se empenharam em preservar os alicerces da técnica genialmente desenvolvida por Sigmund Freud.          Nos dias atuais, frente à vigência de uma pandemia que teve como palavra de ordem a recomendação de não sair de casa e evitar o contato pessoal, a prática psicanalítica sofreu um forte revés. Para se manter trabalhando e manter os pacientes assistidos, a maioria dos psicanalistas adotou o atendimento on line, o qual modificou o tradicional setting analítico.
TÍTULO: O TERCEIRO NO RELACIONAMENTO CONJUGAL TEXTO: Freud aventou a hipótese de que a herança arcaica do ser humano não abarca somente predisposições, mas também conteúdos, ou seja, marcas mnêmicas das vivências das gerações anteriores, as quais funcionariam à maneira das “categorias” kantianas conduzindo as associações do pensamento do ser humano, impondo-se às vivências atuais.  Com base nessa ideia descreveu as chamadas “fantasias primordiais” ou “fantasias universais herdadas”, que são cinco: a volta ao ventre materno, que a Pietá de Miguel Ângelo não deixa dúvida, a cena primária, a sedução por um adulto, a ameaça de castração e a novela família. Em relação à cena primária, cabe destacar a ênfase em sua conotação traumática conferida por Freud no Homem dos Lobos e observada quase com exclusividade por seus seguidores até nossos dias. Não obstante, também precisamos ter presente o aspecto seminal da cena primária na criatividade do indivíduo, em particular no relacionamento sexual, o qual, assim como naquela, envolve inevitavelmente três personagens, sendo o terceiro o arauto da representação não traumática do coito dos pais.
De maneira geral, a felicidade buscada pelos seres humanos não se acha no plano da criação, mas no atendimento dos desejos do princípio do prazer. No entanto, essa ambição é na prática absolutamente inexequível, determinando a inevitável insatisfação da humanidade.Neste livro, o psicanalista Gley P. Costa enfatiza que, diferentemente do senso comum, a felicidade possível para homens e mulheres, em todas as etapas do desenvolvimento, resulta do sentimento proporcionado pela criação, cabendo aos pais, por conta disso, estimularem os filhos a se tornarem autores da própria vida.
Através desta publicação, estamos ampliando as situações clínicas estudadas na primeira edição, mantendo o mesmo modelo de elaboração dos capítulos. Como enfatizamos anteriormente, Freud construiu o edifício teórico da psicanálise a partir dos seus primeiros pacientes que, de certa forma, formavam uma clínica da angústia.
Tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociocultural, o psicanalista Gley P. Costa articula neste livro sua ampla experiência clínica e de vida para desenvolver com liberdade suas idéias acerca de vários conflitos vividos por homens e mulheres no mundo atual, oferecendo ao leitor um repensar instigante e envolvente dos nossos dilemas diários.
Em A CENA CONJUGAL, Gley P. Costa coloca sua ampla experiência clínica e de vida a serviço de uma obra informativa, instigante e de leitura agradável. O livro propicia ao leitor identificar muitas questões de seu dia-a-dia, oferecendo instrumentos para uma reflexão de maior abrangência a respeito do casamento como instituição social ou, simplesmente, como união de um homem e uma mulher.  Tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociocultural do relacionamento conjugal, o autor desenvolve com liberdade suas ideias acerca de questões atuais em u tom revelador, procurando estimular o leitor a se indagar sobre sua própria realidade. Amor e sexo, fidelidade e infidelidade, bases para a harmonia no casamento, dinheiro, separação e sua influência nos filhos são exemplos de assuntos abordados neste livro. Incluindo a terapia de casal. Um dos seus méritos é percorrer temas complexos em linguagem acessível, contemplando elementos de interesse tanto para profissionais como para aqueles que se encontram em busca de subsídios para reavaliar sua própria vida. Gley P. Costa, reconhecido psicanalista no cenário nacional e autor de outros livros sobre relacionamento conjugal, brinda-nos com um exemplo da relevância do emprego de conhecimentos da psicanálise com a finalidade de pensar a condição humana. Plínio Montagna                                           Presidente da Associação Brasileira de Psicanálise      
Criativo, erudito, culto, sempre citando poetas, filósofos, escritores e compositores de maneira divertida, Gley P. Costa, reconhecido psicanalista brasileiro e autor de outras obras sobre relacionamento conjugal, vai transformando a leitura deste seu novo livro em um aprendizado prazeroso e tranqüilizador, já que as aflições que todos nós sentimos são comuns à espécie humana. Ele não vê um mundo cor-de-rosa, como o dos amores românticos do século XVIII, mas nem por isso perde a esperança no amor. Afinal, como especialista em tantos amores, ele bem sabe que, sem amor, é impossível viver plenamente.  
  As relações conjugais são um tema vasto e complexo, presente na vida de todas as pessoas. A união de duas personalidades é um desafio constante. Um desafio do qual às vezes saímos derrotados, pois o casamento traz em si paradoxos e uma mobilização profunda de energias.  Dinâmica das relações conjugais faz uma ampla prospecção de tudo aquilo que envolve o relacionamento de duas pessoas. Contando com a colaboração de outros importantes autores, esta obra oferece amplo leque de pontos de vista e abordagens que se somam e proporcionam uma leitura reflexiva e transformadora. Um livro importante tanto para psicoterapeutas, médicos, advogados, sociólogos e assistentes sociais, como para leigos. Afinal, casamento independe de especialização.  A estrutura do casamento, a paternidade e a maternidade, a educação dos filhos, a adoção de uma criança, a infidelidade, as crises do casamento, o processo de separação, os filhos do divórcio e o segundo casamento estão entre os assuntos tratados.  
Devemos dar boas-vindas a este novo livro do psicanalista Gley Costa. Seu estilo agradável possibilita uma leitura fluida sobre temas difíceis e atuais. Rico em exemplos clínicos e contemplando ampla revisão bibliográfica, permite ao leitor se contrapor à visão do imaginário popular, persistente no meio profissional, de que a psicanálise é uma disciplina interpretativa: a psicanálise explica...
A noção da unidade somatopsíquica e da qualidade da organização psíquica do indivíduo é a base essencial para toda abordagem psicanalítica contemporânea das perturbações do corpo e da alma. Porém, chegar a possuir um corpo integrado psicossomaticamente, banhado pelas experiências narcisistas sensuais e afetivas, é uma conquista, só possível através dos cuidados e dos investimentos libidinais ritmados de outro ser humano. Psicanálise das Manifestações Psicossomáticas, de Gildo Katz e Gley P. Costa, expõe as reflexões e experiências destes dois renomados psicanalistas sobre um panorama amplo e rico de teorias e da clínica com pessoas que somatizam. Apoiados no rigoroso estudo dos textos freudianos, realizam a façanha de reunir e cotejar o pensamento de vários autores que se debruçaram sobre o tema da psicossomática: Green, Marty, MacDougall, Bion, Winnicott, entre outros, com uma especial ênfase no legado de David Maldavsky e de seu potente estudo da libido intrassomática. Investigam também, de maneira original, manifestações psicossomáticas no vínculo de casais, revelando relações de dependência patológica.   
  Nesta obra, que tem como foco principal a ameaça da guerra nuclear, Gley P. Costa conta com a colaboração de importantes psicanalistas de diferentes partes do mundo, além dos professores Bernard Lown (USA) e Evgueni Chazov (URSS), ganhadores do Prêmio Nobel da Paz em 1985. Entre os temas tratados, encontramos: Por que a guerra?; Filicídio e guerra; Guerra e liderança; A negação da morte; Holocausto; O perigo nuclear; O silêncio é o verdadeiro crime e A guerra pode ser evitada?
O título deste livro poderia ser Trinta e dois anos em quatro semanas, que foi o tempo que dispusemos para organizá-lo, tendo em vista fazer coincidir o seu lançamento com a inauguração da sede própria da Fundação Universitária Mário Martins, em 06 de dezembro de 2019.  Poucos metros nos separam da casa onde começamos, há 32 anos, um projeto pioneiro no ensino e na assistência psiquiátrica que preserva acima de tudo a individualidade, a pluralidade e a diversidade em todas as manifestações do ser humano. O livro, ainda que com inevitáveis omissões e incompleto pela exiguidade de tempo, procura retratar a trajetória da Fundação, colocando em destaque o reconhecimento, a gratidão e a amizade entre os fundadores, professores, alunos e colaboradores.  Gley P. Costa  
The question of what psychoanalysis is, and does, and who can and should practice it, remains key within the moderm profession. Has the invaluable material packed into Freud's The Question of Lay Analysis (1926) been underestimated by contemporary psychoanalysis? This book explores how the issues raised in this paper can continue to impact contemporary Freudian theory and practice. The chapters examine why the arguably litigious nature of the paper might be contributing to its neglect and underestimation.
The Diversity is the Destiny (Gley P. Costa) - Considerações psicanalíticas sobre o conceito de gênero à luz das novas apresentações da sexualidade e da parentalidade nas quais é questionada a linearidade sexo-gênero-prática sexual em consonância com a afirmativa de Freud (1925) de que a masculinidade e a feminilidade puras não passam de construções teóricas de conteúdo incerto: resultam, conforme a hipótese de Butler (1990),  de um discurso hegemônico respaldado  pela cultura, a religião e a ciência, em prejuízo do reconhecimento das diferenças que, no mundo contemporâneo, conferem ao amor a sua maior expressão nos relacionamentos de todos os níveis. 
  COSTA, G. P. Filicídio: un tema olvidado. In: ALKOLOMBRE, P. &  PONCE DE LEON, E. Violencias y subjetividad: género, infância y sociedad. Buenos Aires: Letra Viva, 2019.  Ao abandonar a teoria da sedução, a psicanálise impôs uma grande perda à compreensão das interações afetivas e emocionais do relacionamento familiar, uma vez que, ao priorizar o parricídio na cena edípica, deixou de lado a conflitiva desenvolvimental dos pais mobilizada pela idade dos filhos, situação que coloca em pé de igualdade as fantasias parricidas e filicidas, fruto da ambivalência de sentimentos entre pais e filhos.  
A ÉTICA NAS RELAÇÕES ENTRE PAIS E FILHOS No âmbito das relações humanas, consideramos ética a conduta que leva em consideração a individualidade do outro, independente de quaisquer diferenças, sejam de idade, sexo, posição social, conhecimento, crenças, convicções e papeis familiares. Ou seja, o respeito devido aos adultos dentro de uma família, é o mesmo que deve ser dispensado às crianças desde o seu nascimento, ou até antes, como sugere Derrida mediante o conceito de “hospitalidade”, aplicável a todas as formas de relacionamento entre indivíduos, grupos ou nações, tendo como ponto de partida, alicerce e modelo, conforme concebemos, os vínculos familiares. Gley P. Costa  

Pequenas Noções para a Vida

Gley P. Costa

* Médico psiquiatra e psicanalista, professor de cursos de pós-graduação e escritor.