Uma mãe dedicada, que idealiza e concede integral atenção ao seu bebê, gera nele uma sensação de onipotência que atenua os sentimentos de fragilidade e dependência que caracterizam os primeiros anos de vida. Não obstante, ao longo do desenvolvimento, esse anseio de apoderamento, no início mediante a educação dos pais e, depois, por imposição da sociedade, passa por um processo de contenção e sublimação, alicerçando por esse meio as valorizadas capacidades construtivas do ser humano.


