A FORÇA DA RELIGIÃO

Anterior às marcas mnêmicas e às representações, portanto, pré-histórico, o nascimento é uma experiência traumática resignificada posteriormente como uma expulsão do paraíso: o pomar que simboliza o claustro uterino. 

Por conta disso, o maior anseio do ser humano é o regate deste lugar de bem-aventurança que ele pode sentir, mas não consegue descrever. Sem alternativa, ele o projeta no futuro, depois da morte, a qual não encara como uma perda inelutável da proteção obtida no interior do corpo materno, que é o que, de fato, ela representa em nossa mente, mas a fantasia de uma volta ao passado, como se tudo pudesse começar outra vez.  

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